Eu tô passando por essas fotos de despedida de fim de ano com uma garrafinha d'água na outra mão pra ver se sara essa ressaca de nostalgia. Sempre tive um problema com essa coisa de dizer adeus, para não falar no meu apego imenso ao presente.
Acho que isso é uma doença de infância que ainda não inventaram vacina. A juventude é aquela época em que temos pleno fôlego, tempo e caminhos a seguir. Nos sentimos infinitos. É como se o Sol nunca fosse apagar, a Terra fosse eterna e todos os meridianos que traçamos com as nossas andanças sempre fossem encontrar com os de todos aqueles que conhecemos como mundo: com os de nossos pais, amigos e com o daquele porteiro que sempre nos dá bom dia mas nós nunca soubemos o nome.
O pior de tudo é essa geração que anda sempre com uma câmera na mão pra tentar agarrar o presente a qualquer custo. Acontece que nem o obturador mais rápido consegue prender o milésimo de segundo que amamos e quando revelamos a foto, nos deparamos com o passado. Pior que amar o pequeno presente é amar o vasto e obscuro passado. E acabamos com as gavetas e o chão cheios de fotografias que nos atrasam e, às vezes, até nos impedem de seguir em frente.
Somos feitos de carbono e instantes, e para vivermos é necessário o constante movimento, mesmo que este nos traga fadiga, adeus e dor. É assim que tem que ser. E olhando do ângulo certo, até que é bonito assim.
Mas você destruiu meu emocional viu mulher
ResponderExcluirque lindo giu! mt bom o texto bjs
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