Mas não é só por isso: fui criada no meio de muita superstição, e, desde pequena, coloco muita pressão na noite da virada, como se tudo dependesse do primeiro segundo depois da contagem. Era sempre como o movimento mais difícil do lago dos cisnes, como a curva mais perigosa da corrida na pista molhada; um errinho, um pensamento ruim e tudo me pareceria perdido.
Acontece que no último ano, na virada de 2013 para 2014, eu estava bem mal. E lógico que conforme toda a minha tradição, achei que seria um ano terrível. E, a princípio, foi. Mas não por conta de uma sacanagem dos queridos cosmos ou karma, mas sim por tudo que estava acontecendo dentro de mim – cabia a mim, principalmente, consertar.
E aos pouquinhos eu o fiz. Não tem data, pois a minha melhora não veio depois de nenhuma contagem regressiva. Mas posso dizer que, entre o inverno e primavera, eu ia junto com as flores, renascendo, mais forte até, longe do calor e da nostalgia que a noite do fim de dezembro pode ter.
2014 foi o melhor dos meus piores anos. Na verdade, acho que todos os anos foram bons e ruins, a gente que tende a lembrar do passado mais doce do que ele realmente é. Mas tudo bem, agora é cruzar os dedos e pedir para que esse ano seja melhor, com boas reviravoltas que qualquer estação pode trazer
Ia t desejar um feliz 2015 mas acho mais honesto desejar que seja um ano em que os momentos bons sejam mais memoráveis que os ruins, já que de tudo vai ter um pouco. Bom ler essa sua reflexão.
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