É pálido, leve, é apenas um instinto. E nossas pupilas são
os prismas que tentam separar as cores, em busca de algum sentido, pois os
olhos são pequenos demais para enxergar tamanha grandeza.
Mas na busca pela
razão, podemos nos afogar em loucura: Gatsby sucumbiu à doentia luz verde.
Milhões de mulheres caem em abismos sem cor, confusas e envoltas no vermelho
intenso de uma paixão. E o pior dos casos: aquelas pessoas que nunca se deixam
atingir pela luminosidade; nascem, vivem e morrem na penumbra.
E também
há aqueles que abrem todas as persianas e chegam a quebrar os vidros.
Podem apresentar certo grau de astigmatismo. Não filtram as as cores. Enxergam o amor em sua parcial totalidade. Tendem a ser cegos e felizes.
Não há caminho
certo — nem para o amor nem para nada — os tijolos amarelos são mera
convenção. Esteja de sapatinhos de rubi
ou descalça, tudo que pode levá-la são seus próprios calcanhares, mas não se engane, eles nunca a levarão de volta; da segunda vez que andas
por um caminho, ambos estarão mudados. E é aí que está toda a graça.
(Pra Lara, que com seus sapatinhos vermelhos longe de seus pés, encontra sua estrada de tijolos de uma cor qualquer e atravessa os caminhos que vierem em seu mototaxi, guiada sempre pela sua luz)
(Pra Lara, que com seus sapatinhos vermelhos longe de seus pés, encontra sua estrada de tijolos de uma cor qualquer e atravessa os caminhos que vierem em seu mototaxi, guiada sempre pela sua luz)
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